Sebastião nasceu no seio de uma família cristã, em Milão.

Segundo a tradição inscreveu-se no exército romano, cerca do ano 283 e ascendeu ao cargo de capitão da guarda imperial de Maximiano (283-305). A sua vinda para Roma deveu-se ao facto de querer ajudar os cristãos perseguidos pelo imperador Diocleciano, ou como diz Santo Ambrósio, no Comentário ao Salmo 118: «Sebastião compreendeu que aqui (Milão) não haveria luta, ou ela seria insignificante. Partiu para Roma onde grassavam severas perseguições por causa da fé e aí foi martirizado, isto é, aí foi coroado».

No tribunal do imperador Maximiano recebeu acusações de ingratidão e de impiedade por se ter negado a adorar os deuses romanos. Foi alvejado com flechas e foi dado por morto. No entanto, uma viúva chamada Irene tratou-o em sua casa e viu-o miraculosamente curado. Porém, o corajoso Sebastião enfrentou novamente o imperador, censurando-o pela perseguição cruel que movia contra os cristãos, merecendo assim, um martírio mais glorioso. O seu corpo foi exumado no cemitério ad Catacumbas, na Via Ápia e que passaram a ter o seu nome.

O culto a esta admirável testemunha da fé conheceu um desenvolvimento extraordinário. No século IV foi construída uma basílica com o nome de «S. Sebastião Fora dos Muros», na Via Ápia e para onde convergiam muitas peregrinações. Pela sua intercessão, Roma foi preservada da peste em 680, motivo pelo qual foi e continua a ser invocado como patrono contra este flagelo.

Padre Ângelo Valadão

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