Chamado “domingo Gaudete”, este terceiro domingo do advento convida-nos à alegria: a vinda do Senhor aproxima-se; a nossa libertação está cada vez mais perto.

Na primeira leitura um profeta anónimo anuncia aos habitantes de Judá, exilados na Babilónia, que estão a acabar os anos de tristeza e que vão finalmente chegar os tempos novos da alegria e da esperança. Porquê? Porque Deus vai intervir na história, vai salvar Judá do cativeiro, vai abrir uma estrada no deserto para que o seu Povo, em procissão triunfal, possa regressar a Sião. 

No Evangelho, o próprio Jesus define a missão que o Pai lhe confiou quando o enviou ao encontro dos homens: dar vista aos cegos e tirá-los da escuridão onde se afundam, libertar os coxos de tudo aquilo que os impede de caminhar, curar os leprosos e reintegrá-los na família de Deus, abrir os ouvidos dos surdos que vivem fechados no seu mundo autossuficiente, devolver a vida àqueles que se sentem às portas da morte, anunciar aos pobres a “Boa Notícia” do amor de Deus.

Na segunda leitura um tal Tiago, que se apresenta como “servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”, avisa os pobres, vítimas das prepotências dos poderosos, que o Senhor, o “juiz” dos homens, está a chegar para fazer justiça. A sua vinda irá libertá-los da opressão a que têm estado sujeitos. Enquanto esperam, os pobres devem colocar a sua confiança em Deus e continuar a percorrer, com fidelidade e sem desânimo, o seu caminho que têm à frente.

LEITURA I – Isaías 35, 1-6a.10

Alegrem-se o deserto e o descampado,

rejubile e floresça a terra árida,

cubra-se de flores como o narciso,

exulte com brados de alegria.

Ser-lhe-á dada a glória do Líbano,

o esplendor do Carmelo e do Sáron.

Verão a glória do Senhor,

o esplendor do nosso Deus.

Fortalecei as mãos fatigadas

e robustecei os joelhos vacilantes.

Dizei aos corações perturbados:

«Tende coragem, não temais:

Aí está o vosso Deus,

vem para fazer justiça e dar a recompensa.

Ele próprio vem salvar-nos».

Então se abrirão os olhos dos cegos

e se desimpedirão os ouvidos dos surdos.

Então o coxo saltará como um veado

e a língua do mudo cantará de alegria.

Voltarão os que o Senhor libertar,

hão de chegar a Sião com brados de alegria,

com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto.

Reinarão o prazer e o contentamento

e acabarão a dor e os gemidos.

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 145 (146)

Refrão 1: Vinde, Senhor, e salvai-nos.

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta ao abatidos,

o Senhor ama os justos.

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

O Senhor reina eternamente.

O teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

LEITURA II – Tiago 5, 7-10

Irmãos:

Esperai com paciência a vinda do Senhor.

Vede como o agricultor espera pacientemente

o precioso fruto da terra,

aguardando a chuva temporã e a tardia.

Sede pacientes, vós também,

e fortalecei os vossos corações,

porque a vinda do Senhor está próxima.

Não vos queixeis uns dos outros,

a fim de não serdes julgados.

Eis que o Juiz está à porta.

Irmãos, tomai como modelos de sofrimento e de paciência

os profetas, que falaram em nome do Senhor.

EVANGELHO – Mateus 11, 2-11

Naquele tempo,

João Baptista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo

e mandou-Lhe dizer pelos discípulos:

«És Tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?»

Jesus respondeu-lhes:

«Ide contar a João o que vedes e ouvis:

os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados,

os surdos ouvem, os mortos ressuscitam

e a boa nova é anunciada aos pobres.

E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim

motivo de escândalo».

Quando os mensageiros partiram,

Jesus começou a falar de João às multidões:

«Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento?

Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas?

Mas aqueles que usam roupas delicadas

encontram-se nos palácios dos reis.

Que fostes ver então? Um profeta?

Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta.

É dele que está escrito:

‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro,

para te preparar o caminho’.

Em verdade vos digo:

Entre os filhos de mulher,

não apareceu ninguém maior do que João Baptista.

Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».

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