Para que vivemos? Qual o sentido da nossa vida? Como devemos marcar a nossa passagem pela terra? Que “obras” devemos fazer? A Palavra de Deus do 5.º Domingo do Tempo Comum propõe-nos respostas para estas questões. Desafia-nos a ser “luz” que brilha e que ilumina o mundo com as cores de Deus.

Na primeira leitura um profeta anónimo do séc. VI a.C. convida os habitantes de Jerusalém a serem uma luz de Deus que ilumina a noite do mundo. Como? Oferecendo a Deus o espetáculo de uma religião feita de rituais vazios e desligados da vida? Não. Ser “luz de Deus” passa por partilhar o pão com os famintos, ficar do lado dos injustiçados, cuidar daqueles que ninguém cuida, ser testemunha da misericórdia e da bondade de Deus junto daqueles que sofrem.

No Evangelho, Jesus recorre a duas metáforas para definir os contornos da missão que vai confiar aos seus discípulos. Os que integram a comunidade do Reino de Deus devem ser “sal da terra” e “luz do mundo”. Com as suas “boas obras”, os discípulos de Jesus devem “dar sabor” à vida e fazer desaparecer as sombras que trazem sofrimento à vida dos seus irmãos.

Na segunda leitura o apóstolo Paulo convida os cristãos de Corinto a agarrarem-se à “sabedoria de Deus” e a prescindirem da “sabedoria do mundo”. A salvação do homem não vem das palavras bonitas, dos sistemas filosóficos bem elaborados ou das qualidades humanas dos arautos da mensagem salvífica; mas vem do amor de Deus, expresso naquela cruz onde o Filho de Deus ofereceu a vida e nos deixou a lição do amor até ao extremo. Paulo é testemunha privilegiada dessa mensagem: viver a partir da “loucura da cruz” é que dá sentido pleno à vida do homem.

LEITURA I – Isaías 58, 7-10

Eis o que diz o Senhor:

«Reparte o teu pão com o faminto,

dá pousada aos pobres sem abrigo,

leva roupa ao que não tem que vestir

e não voltes as costas ao teu semelhante.

Então a tua luz despontará como a aurora

e as tuas feridas não tardarão a sarar.

Preceder-te-á a tua justiça

e seguir-te-á a glória do Senhor.

Então, se chamares, o Senhor responderá,

se O invocares, dir-te-á: “Aqui estou”.

Se tirares do meio de ti a opressão,

os gestos de ameaça e as palavras ofensivas,

se deres do teu pão ao faminto

e matares a fome ao indigente,

a tua luz brilhará na escuridão

e a tua noite será como o meio-dia».

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 111 (112)

Refrão 1: Para o homem reto nascerá uma luz no meio das trevas.

Brilha aos homens retos, como luz nas trevas,

o homem misericordioso, compassivo e justo.

Ditoso o homem que se compadece e empresta

e dispõe das suas coisas com justiça.

Este jamais será abalado;

o justo deixará memória eterna.

Ele não receia más notícias:

seu coração está firme, confiado no Senhor.

O seu coração é inabalável, nada teme;

reparte com largueza pelos pobres,

a sua generosidade permanece para sempre

e pode levantar a cabeça com altivez.

LEITURA II – 1 Coríntios 2, 1-5

Quando fui ter convosco, irmãos,

não me apresentei com sublimidade de linguagem ou de sabedoria

a anunciar-vos o mistério de Deus.

Pensei que, entre vós, não devia saber nada

senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.

Apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor

e a tremer deveras.

A minha palavra e a minha pregação

não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana,

mas na poderosa manifestação do Espírito Santo,

para que a vossa fé não se fundasse na sabedoria humana,

mas no poder de Deus.

ALELUIA – João 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor:

quem Me segue terá a luz da vida.

EVANGELHO – Mateus 5, 13-16

Naquele tempo,

disse Jesus aos seus discípulos:

«Vós sois o sal da terra.

Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se?

Não serve para nada,

senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo.

Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;

nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire,

mas sobre o candelabro,

onde brilha para todos os que estão em casa.

Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens,

para que, vendo as vossas boas obras,

glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

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